A igreja:
Na opinião de vários especialistas em história da Arte, a Igreja de Santiago de Antas é um monumento construído “entre o segundo e o terceiro quartel do século XIII com tipologia arquitectónica românica de transição para o gótico (Assis, 2005). Relativamente à data de edificação desta igreja, Carlos Alberto Ferreira de Almeida refere: “Temos (…) nesta igreja três oficinas diferentes, a primeira das quais poderá datar-se dos derradeiros anos do século XII e a última da segunda parte de Duzentos” (Almeida, 1986,p75). 1*
1*) CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos, CARNEIRO, Ana Paula Quinta Castro Faria (2007) “A Igreja de Santiago de Antas” – Uma Região Milenar – O Vale do Ave, HistóriGeo – Ed. de Autor, Vila Nova de Famalicão.
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Rio Douro - Porto
Sábado, 12 de Setembro - Dia de Qualificações ...
Domingo, 13 de Setembro - Dia da Corrida
Mais em : http://www.redbull.pt
Agradecimentos:
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Entre 14 e 22 de Março, em dois auditórios da Casa das Artes, e ainda nos auditórios da Biblioteca Municipal e da Casa de Camilo, em Seide, o Famafest 2009, XI Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Vila Nova de Famalicão.
Mais informações em: http://famafest2009.blogspot.com
O Vinho e a Vinha
http://sol.sapo.pt/blogs/eduardocarneiro
No que diz respeito à época medieval há documentos onde se pode ver referências à viticultura, respectivamente as regiões da Beira e Entre Douro e Minho, embora também existisse noutras regiões do país, "visto que tal cultura já existia na Lusitânia Romana e pré Romana" (VASCONCELOS:1941)(49).
Na época medieval e mesmo na época moderna bebia-se muito, "o vinho dava força, alegria e não transmitia doenças. Havia sem dúvida, um consumo exagerado de vinho como se pode comprovar através de vários documentos(50). As vinhas eram dominantes em toda a Europa Mediterrânea, e outras zonas da Europa Central e do Norte. Quanto ao seu consumo deve referir-se que com o século XVI a embriaguez terá aumentado por todo o lado e isto porque "o vinho seguiu os europeus para fora da Europa, zonas do México, Peru, Chile - no século XVI, na Califórnia no século XVII" (BRAUDEL:1985). Segundo Fernand Braudel, os êxitos mais estrondosos são em pleno Atlântico, entre o velho e o novo mundo, nas ilhas da Madeira e dos Açores.
Para finalizar, posso referir que o vinho está intimamente vinculado às origens da nossa civilização, constitui um de seus desenvolvimentos mais importantes e pacíficos. Assim como, continua a ser a mais nobre das bebidas.*
Caro Manuel
Grato pelo comentário...
Mais informações sobre Santiago de Antas, consultar:
http://emsc.wordpress.com/
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(49)VASCONCELOS, J. Leite de - Etnografia Portuguesa, vol. III, Lisboa, Imp. Nacional de Lisboa, 1941, pp. 73 - 75.
(50)CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos(1996)-Alimentação em Portugal, Subsídios para o seu Estudo, Univ.Portucalense, Porto.
* Fonte "lusowine"
Igreja de Santiago de Antas
Descrição da alimentação de um jornaleiro agrícola, no concelho de Vila Nova de Famalicão Início do século XX.
"A ração diária d' um adulto - médias.
Em géneros : Pão de milho, legumes sêccos, legumes verdes, batatas, peixe salgado, azeite ou gordura de porco, carne de porco (esta última só quando comem na casa do patrão) " (27).
Pedro Dória Nazareth descreve a população da zona de Vila Nova de Famalicão no início do século XX, dizendo que " é na sua maioria uma população robusta e resistente não abusando do álcool.
Se trabalham a sêcco, o que é rarissimo entre os jornaleiros, tomam sempre três refeições, sendo a primeira às 8 horas da manhã e a última à noite, compostas de uma grande malga de caldo de legumes e pão de milho, a segunda ao meio dia, é constituída pelo mesmo caldo e pão de milho e mais um pouco de bacalhau ou duas sardinhas.
Quando comem por conta do patrão, de Inverno tomam as mesmas três refeições mas acrescentando à primeira, sardinhas ou bacalhau e batatas ensopadas, e na segunda comem o bacalhau acompanhado de arroz ou batatas, e duas a três vezes na semana carne de porco.
Nestas circunstâncias têem ainda no Verão mais duas refeições, à pega às dez horas da manhã e à merenda às cinco horas, constituídas por pão e vinho" (28).
Para finalizar deve ser referido que no seu aspecto geral, a alimentação do trabalhador rural "é monótona, com pouca variedade, em que a maior parte das substâncias nutritivas é fornecida pelo pão de milho. . . " (29).
(27) NAZARETH, Pedro Dória - Estudo sobre a alimentação das classes trabalhadoras no continente de Portugal, in Tuberculose
"Boletim da Assistência Nacional aos Tuberculosos, Lisboa, nº 4, 1907.
(28) Idem, Ibidem.
(29) ALMEIDA GARRETT, António de - Hábitos Alimentares..., in Portugal Médico, vol.XX, nº 10, Porto, 1936, pp.431-432.
Trabalho de Pesquisa: www.ecfamalic.blogspot.com
CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (2002)-“Alimentação em Portugal - Subsídios para o seu estudo” Universidade Portucalense, Porto.
www.eduardocarneiro.blog.com
Relativamente às termas devo dizer que, " Portugal foi desde a sua fundação pioneiro da assistência termal, pois logo os seus primeiros reis instituíram estabelecimentos de assistência junto às termas, que uma longa tradição reputava como afamadas para vários males"(19).
E é bem certo que Portugal é um país com grandes tradições termais, já desde a época romana, e estabelecimentos termais encontramo-los desde Melgaço, no Minho até Monchique, no Algarve.
No que respeita à região de Famalicão, as termas mais próximas, eram as das Caldas da Saúde e de Vizela.
Vou falar um pouco das termas das Caldas da Saúde. A região onde se encontra a estância termal das Caldas da Saúde tem todas as características do Minho – que na opinião de Camilo Castelo Branco «bem pudera ser a flor da Europa», embora pertença geograficamente à província do Douro Litoral (20).
As termas, ligadas pela estrada... às vilas de Santo Tirso e de Famalicão, distam respectivamente 3 e 7 Kms das sedes daqueles concelhos.
"Caldas da Saúde tem um clima agradável e como o seu nome indica – sã. A temperatura, durante a época termal, oscila entre 22 e 31 graus. O local é seco. Não há nevoeiros. Os ventos dominantes são os do Norte e o Oeste. Altitude 112 metros" (21)
"São as águas das Caldas da Saúde consideradas...como águas sulfúreas - sódicas primitivas, cloretadas, alcalinas, etc. Empregadas com fins terapêuticos há longos anos - supõe-se mesmo, atendendo à tradição e aos achados arqueológicos, que elas foram aproveitadas pelos romanos" (22).
Importantes estas termas e as mais próximas de Famalicão (7 Kms), daí que muitas pessoas do concelho as frequentassem, bem como eram frequentadas as termas de Vizela.
"A vila de Vizela fica a nove kilometros de Guimarães, a 31 de Braga e 50 do Porto. Centro apreciável de turismo, pelas belezas próprias... Mantendo a tradição secular das suas milagrosas curas, a estância hidrológica de Vizela, é no seu género, a primeira do país tanto pela excelência das suas águas... que brotam a temperaturas compreendidas entre 15 e 65 graus" (23).
Segundo o panfleto da Edição Turismo de Vizela, " data de 1774 a descoberta destas termas, cuja remota origem vem de civilizações extintas, pois nelas procuravam alivio, celtas e romanos, godos e árabes"(24).
Quanto aos famalicenses, devo dizer que muitos deles frequentavam as termas, indo todos os dias a banhos às Caldas da Saúde, pois não existia hotel para aí se hospedarem. Quem frequentava as Caldas de Vizela já o fazia por quinze dias ou um mês.
Quanto a referências no jornal famalicense daquela época, devo dizer que muitos elogios receberam as Caldas da Saúde, onde se lê que "está em pleno funcionamento o estabelecimento thermal, a pouca distancia d'esta villa (Famalicão), estância já muito acreditada pelo avultado número de curas devidas à excelência das suas águas.
De Santo Thirso e de Famalicão vão muitas centenas de pessoas tomar banhos e águas às Caldinhas como por aqui lhe chamam" (25).
Isto é um bom testemunho, da importância das termas para a população que às centenas ía todos os dias a banhos.
(19) Termas localizadas no concelho de Santo Tirso.
(20) CARNEIRO, Alexandre Lima, As Caldas da Saúde, Porto, 1962, p. 9.
(21) Idem,... p.p. 10-11.
(22) Idem, Ibidem, p.12.
(23) Vizela, Rainha das Termas de Portugal - Vizela, Edição Turismo de Vizela, 1946.
(24) Idem , Ibidem.
(25) in Estrella do Minho - Famalicão, 9/Jun/1901, "As Caldas da Saúde".
(26) Idem, ...3/Jun/1900, "Termas".
Visconde de Pindela
Personalidade que se destacou nos finais do século XIX e princípios do século XX.
Vou referir-me apenas ao 2º Visconde de Pindella, pois foi este ilustre famalicense que viveu na época sobre a qual incide o meu trabalho (inícios do século XX) .
"Foi 2º Visconde de Pindella, Vicente Pinheiro Lobo Machado de Melo e Almada, fidalgo e cavaleiro da casa real, par do reino, ministro plenipotenciário nas cortes de Haia e Berlim, deputado da nação" (25).
Foi Também o 2º Visconde de Pindella "Comendador da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, comendador da estrella polar da Suécia, cavaleiro do mérito naval de Espanha..." (26). Nasceu a 23 de Abril de 1852 e morreu a 14 de Abril de 1922.
Formou-se em direito pela Universidade de Coimbra. Iniciou a sua carreira pública como governador de S. Tomé e Príncipe, cargo para que foi nomeado em Novembro de 1879 (27).
Depois de ter sido deputado nas cortes e enviado como ministro para Haia, é já em 1894 o representante do nosso pais em Berlim como ministro plenipotenciário e onde esteve muitos anos.
O jornal «Estrella do Minho» refere-se ao Sr. Visconde de Pindela inúmeras vezes e, como exemplo disso, vou citar algumas notícias vindas no jornal:
"Chegaram há dias ao seu sollar de Pindela, próximo desta villa (Famalicão), os ilustres Viscondes de Pindella" (28). Esta é uma notícia da chegada ao concelho de Famalicão, mais propriamente a S. Tiago da Cruz, freguesia onde os Srs. Viscondes de Pindella tinham o seu magnifico solar.
Quando regressavam, vinha também uma nota no jornal, como esta que vou referir e que data de 4 de Novembro de 1900:
"Retiraram já do seu sollar de Pindella em S. Tiago da Cruz, os nobres Viscondes de Pindella, que prestes irão para Berlim, onde aquele ilustre titular ocupa o importante lugar de ministro plenipotenciário" (29).
Devo salientar a importância desta personalidade, que não se limita apenas ao nível concelhio, mas também ao nível nacional, pode ver-se isso também a partir das referências que aparecem no jornal «Estrella do Minho», que se refere variadíssimas vezes a Pindella e ao senhor Visconde.
Pindela situa-se na freguesia de S. Tiago da Cruz, no concelho de Vila Nova de Famalicão.
Quanto a Pindela devo referir que há indefinições quanto ao topónimo, pois segundo familiares do Sr. Visconde (30),Pindela é apenas a quinta e os terrenos a ela pertencentes, não se podendo definir como um lugar da freguesia de Santiago da Cruz, no entanto várias notas há que dizem que "Pindela é um lugar da freguesia da Cruz, concelho de Vila Nova de Famalicão. E é neste lugar que fica a quinta solarenga de Pindela" (31), actualmente ainda existe o solar de Pindela, e posso informar que aparentemente se encontra em bom estado, pertence a um neto do 2º Visconde de Pindela, que é o Sr. Engenheiro Vicente Maria Bernardo Pinheiro Lobo da Figueira Machado.*
http://historigeo.blog.com_________
(25) Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda. - s/d - vol 21, p 703.
(26) Idem, Ibidem.
(27) Idem, ...p 704.
(28) in Estrella do Minho - Famalicão , 28/Out/1900, "Viscondes de Pindella", p.2.
(29) Idem, ... 4/Nov/1900.
(30) João Afonso Nazareth Pinheiro Figueira Machado, bisneto do 2º Visconde de Pindela.
(31) Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda. s/d, vol 21, p.703.
* CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -"Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX", Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão, 1997.
HistoriGeo
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Vila Nova de Famalicão
A partir de meados do século XIX, depois da refundação do concelho e com a abertura da estrada Porto - Braga em 1875, Famalicão entra numa fase de grande desenvolvimento. Constroiem-se edíficios públicos, como o Hospital da Misericordia (1878), e os Paços do Concelho em 1881 e erguem-se "edíficios particulares luxuosos" (8),com capitais vindos do Brasil, de que é exemplo o "Palacete do Barão da Trovisqueira" (9).
É nessa época que começam a instalar-se na vila e no concelho, fábricas e oficinas, são os casos da fábrica de relógios "A Boa Reguladora" em 1895, da Tipografia Minerva em 1886 e das fábricas texteis em Riba de Ave, freguesia pertencente ao concelho de Vila Nova de Famalicão. Das fábricas de Riba de Ave posso referir a primeira a ser instalada que foi em 1890 pelo Barão da Trovisqueira, em 1896 a Sampaio Ferreira fundada por Narciso Ferreira, que se tornou no maior indústrial português no ramo da indústria textil (10). **
EduardoSantosCarneiro - HistóriGeo - Portugal
(8) VIEIRA,J. A. -O Minho Pitoresco - Lisboa, Ed. Lisboa, 1887.
(9) Idem, Ibidem.
(10) Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira ,Lisboa, Ed. Enciclopédia Lda. , s/d, vol.11, p.177
**CARNEIRO, Eduardo Manuel Santos (1997) -"Actividades Sócio-Culturais, Comerciais e Personalidades de V. N. Famalicão no início do século XX", Boletim Cultural nº 14, V. N. Famalicão, 1997.
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associa-se e divulga:
SERRALVES EM FESTA, o maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal, com uma duração de 40 horas consecutivas e com actividades pensadas para pessoas de todas as idades, para todas as famílias e para a família toda.
Entre as 08h de Sábado (2 de Junho) e as 24h de Domingo (3 de Junho) o Parque, o Museu, o Auditório e a Casa de Serralves recebem mais de 70 actividades - exposições, música, dança, performance, cinema, teatro, marionetas, circo, oficinas em família, visitas orientadas e workshops. Na noite de Sábado para Domingo os DJ’s dão-lhe música no prado de Serralves até de madrugada.
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